Aqueles que eram presos pela Inquisição deixavam para trás família, bens e liberdade. No cárcere, as condições, aparentemente melhores do que as das prisões régias e episcopais, nem por isso deixavam de ser más. Imperava a humidade, a falta de luz, de ventilação e de salubridade. Os detritos acumulavam-se durante vários dias, enquanto ratos, pulgas, piolhos e percevejos circulavam pelas instalações e pelos corpos dos detidos, condicionando a saúde física e mental dos presos.